terça-feira, 7 de julho de 2009

Aleatoriamente casados

“Olha o email que recebi” – disse-me Shrek esses dias. O texto falava da diferença das frases pré e pós-casamento. Algo do tipo: ANTES - Minha Gatinha, meu Ursinho, Minha coelhinha (bichinhos pequenos e fofinhos). DEPOIS - Os bichos crescem: Sua Vaca, Seu Cachorro, Sua Galinha, Seu Veado...
O que era pra ser engraçado, pra mim, foi triste. Real, mas triste. E por que real?
Real porque existe (Sim, eu sei que falei algo ridiculamente óbvio). Mas por que existe? E por que existe na grande maioria (chutaria uns, 95%?) dos casos?
Sinto, mas creio que (sim Shrek, palestra de ontem) estes tantos acabam deste jeito por uma única e simples explicação: casam-se pelos motivos errados.
O que julgo motivos errados? Carência, revolta, sentimento de obrigação ou na tentativa de preencher algum buraco na sua vida.
A carência é complicada, vem geralmente lá de trás, resultante de pais muito ausentes ou de difícil acesso. Inevitável e inconscientemente cresce-se procurando o que nos falta. Pra quem não teve muita, qualquer tipo de atenção por vezes parece ser tudo.
A revolta, pra mim, é um tipo de reação que anda de mãos dadas com a carência ou com os motivos que a constroem. A diferença entre as duas é que a carência por si não é algo agressivo, nela existe apenas a procura do que lhe falta. A revolta é a resposta ao sentimento mal resolvido.
O sentimento de obrigação é o mais comum e o mais desanimador. Porque namora há muitos anos, porque se acha velho demais, porque sempre foi infiel e se sente culpado, porque assumiu um cargo importante, porque todos os amigos estão casados. Acho que se dissessem que o motivo era a morte da bezerra eu acharia a decisão muito mais plausível.
Rombo na vida familiar, financeira, social, profissional também estão comumente nos fundos da decisão de casar.
Seja qualquer um destes motivos ou algum outro que nunca pensei sobre, é óbvio que nem com reza brava dará certo. E óbvio também que daqui algum tempo será você o próximo a redigir aquele tipo de email.
Case por amor, seja lá qual for seu conceito dele. Só e somente por isso. Porque é só com ele que você sente vontade e capacidade de passar por cima das inúmeras dificuldades, dos inevitáveis contratempos, das comuns diferenças.

“Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, pressão de família? O legal é alguém que está com você e por você. E vice versa...
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear”.

Fica a dica.

3 comentários:

Leonardo disse...

<

tony disse...

Anna.. Sugestão de assunto para, quando tiver tempo, escrever sobre..

"Orkut: Fábrica de celebridades! "

hehe...

Já reparou nisso? Lá todos somos só sorrisos e só o nosso lado legal é mostrado. Conheça bem uma pessoa e acesse seu orkut. Vc vai ver que não é a mesma que vc conhece. rsrs.. Bem curioso isso..

Bem. Fica a sugestão.

Abraço e bons posts. Esse do casamento está muito bom..

Leia disse...

Boa noite, sei que é hiper cretino, mas arriscar também pode ser atrativo. Me passa teu msn?